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IGREJA ADVENTISTA DO 7º DIA - VALE DOS LAGOS



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Escrito por IASD Vale dos Lagos às 11h39
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A Trindade sem Mistério - I

Por Alberto Ronald Timm

 

 

 

Em contraste com a filosofia grega, cuja base repousa no conhecimento de si mesmo, o Cristianismo tem como fundamento o conhecimento de Deus. Esse conhecimento é o “principio da sabedoria” (Prov. 9:1) e a condição para a “vida eterna” (João 17:3). Somente através da revelação divina, conforme expressa em Sua Palavra, poderemos chegar a uma correta compreensão de Deus. Entretanto, ao estudarmos a respeito de Deus não nos devemos olvidar de que estamos em terreno sagrado. Muito embora a palavra “Trindade” não se encontre na Bíblia, a idéia por ela expressa é uma das verdades fundamentais das Escrituras. Na Bíblia, as prerrogativas divinas são atribuídas a três pessoas distintas: o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Todos os demais conceitos teológicos são afetados direta ou indiretamente pela noção que tivermos dessa doutrina.



Escrito por IASD Vale dos Lagos às 09h49
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Evidência da Trindade no Antigo Testamento

 

Ainda que o Antigo Testamento não apresente provas tão claras para a doutrina da Trindade

quanto às do Novo Testamento, nele podem ser encontradas grande número de evidências que atestam a existência de uma pluralidade na Divindade. Em Gênesis 1, o nome hebraico para Deus é Elohim. Esse nome ocorre ao todo cerca de 2.500 vezes no Antigo Testamento, sendo ele a forma plural de El, que é o nome comum para Deus entre os semitas. Para alguns, o fato de Elohim ser um nome plural não prova a Trindade, mas apenas indica “a riqueza e a plenitude do Ser Divino”.1 Porém A. H. Strong nos adverte que “o fato de Elohim ser algumas vezes usado num sentido restrito, como aplicável ao Filho (Sal. 45:6; cf. Heb. 1:8), não nos deve impedir de crer que o termo era originalmente considerado como contendo uma alusão a certa pluralidade na natureza divina”.2 E João 1:1-3 lança luz sobre o fato de que o Pai e o Filho estavam unidos na obra da Criação do mundo, e em Gênesis 1:2 temos o Espírito Santo também envolvido nessa obra. No Antigo Testamento, encontramos ainda referências nas quais Deus fala de Si mesmo no plural, como por exemplo: “Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança” (Gên.1:26). Há quem interprete o plural como incluindo os anjos, “mas qualquer inferência de que outros tenham tomado parte em nossa criação é completamente alheia ao capítulo como um todo e ao desafio presente em Isaías 40:14: ‘Com quem tomou Ele conselho?’ Trata-se antes do plural de plenitude, que ... haveria de ser revelado como tri-unidade, nos posteriores ‘nós’ e ‘nossa’ de São João 14:23 (com 14:17)”.3 Encontramos, portanto, na peculiar fraseologia de Gênesis 1:26 “uma alusão a um sublime concílio entre as pessoas da Divindade”.4 (Ver também Gênesis 3:22; 11:7; Isa. 6:8.).

 

Outra evidência importante encontramos nos textos que se referem às manifestações do “Anjo do Senhor” (Gên. 16:7-13; 18:1-13; 19:1-28; 22:11-16; 31:11-13; etc.), os quais apresentam “uma indicação de distinções pessoais em Deus”.5 Em Malaquias 3:1 e Atos 7:35-38 o “Anjo do Senhor” é identificado como sendo Cristo, o Filho de Deus, que em Gênesis 31:11-13 é declarado se Deus. Portanto, “exatamente como ‘o Espírito de Deus’ era uma expressão veterotestamentária aguardando seu esclarecimento completo no Pentecostes, assim ‘o Anjo do Senhor’, como expressão referente ao próprio Senhor, ganha significado somente à luz dAquele ‘que o Pai... enviou ao mundo’, o Filho preexistente”.6

 

Segundo John Bright, “a religião de Israel não se fundamentava em proposições teológicas abstratas, mas na memória de uma experiência histórica interpretada e correspondida... Israel acreditava que Iahweh, seu Deus, o havia livrado do Egito pelo poder de Sua onipotência e que, mediante uma aliança o havia constituído Seu povo”.7 Entretanto, mesmo nas profecias messiânicas encontramos indícios de uma pluralidade na Divindade. Em Isaías 9:6 o Messias é

chamado “Deus Forte, Pai da Eternidade”, e no Salmo 45:6 e 7 o “Ungido de Deus” é dito ser Deus, à semelhança dAquele que O ungiu. No Salmo 33:4-6 e em Provérbios 8:12-31, aparecem a “Palavra” e a “Sabedoria” de Deus sendo personificadas como uma antecipação ao “Verbo” de Deus de São João 1:1-14.

 

Já em Isaías 48:16 aparece uma distinta referência à Trindade: “Agora o Senhor Deus (o Pai) Me enviou a Mim (o Filho) e o Seu Espírito (o Espírito Santo).” Há também quem considere as palavras do rei Nabucodonosor, encontradas em Daniel 2:47, como uma referência à trindade: “Certamente, o vosso Deus é Deus dos deuses (o Pai), e o Senhor dos reis (o Filho), e o Revelador dos mistérios (o Espírito Santo)”.

Portanto, reconhecemos que “o Velho Testamento contém uma clara antecipação da plena

revelação da Trindade no Novo Testamento”.8

 



Escrito por IASD Vale dos Lagos às 09h48
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A Trindade no Novo Testamento

 

Uma vez que a revelação da verdade é progressiva, encontramos no Novo Testamento provas

concretas da doutrina da Trindade, que lançam luz sobre as evidências encontradas no Antigo Testamento. O cumprimento das profecias messiânicas e a promessa do Espírito Santo são sumamente elucidativas para a compreensão deste tema. Na promessa feita pelo anjo a respeito do nascimento de Jesus, encontramos uma referência distinta aos membros da Trindade (Luc. 1:35), que viria a tornar-se ainda mais notória por ocasião do Seu batismo. Nessa ocasião, o Filho de Deus foi batizado, o Espírito Santo desceu sobre Ele em forma corpórea como uma pomba, e o Pai falou: “Este é o Meu Filho amado, em quem Me comprazo” (Mat. 3:16 e 17; Mar. 1:10 e 11; Luc. 3:21 e 22; João 1:32 e 33).

 

Os ensinos de Cristo são igualmente de natureza a enfatizar essa distinção. Na promessa do espírito Santo, Ele fala a respeito de “outro Consolador” (João 14:16 e 26), e todos os que viessem a crer deveriam também ser batizados “em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo” (Mat. 28:19). Igualmente na bênção apostólica aparece novamente referida a Trindade: “A graça do Senhor Jesus Cristo e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo sejam com todos vós” (II Cor. 13:13). O apóstolo São Pedro inicia a sua primeira epístola com uma clara referência à Trindade (I Ped. 1:2), e em São Judas 20 e 21 ela também é mencionada.

Portanto o Novo Testamento reconhece o Pai como Deus (João 6:27, Efé. 6:23; I Pedro 1:2; etc.), a Jesus Cristo como Deus (João 1:1 e 18; 20:28; Rom. 9:5; Col. 2:2 e 9; Tito 2:13; Heb. 1:8; I João 5:20; etc.), e ao Espírito Santo como Deus (Atos 5:3 e 4; I Cor. 2:10 e 11; I Cor. 3:16; etc.).



Escrito por IASD Vale dos Lagos às 09h48
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A Distinção Entre os Membros da Trindade

 

Muito embora a expressão “porque três são os que testificam no céu: o Pai, a Palavra, e o Espírito Santo; e estes três são um”, que algumas versões da Bíblia trazem em I São João 5:7 e 8, provavelmente não fazia parte do original e tenha sido acrescentada posteriormente,9 isto não invalida em nada a doutrina bíblica da Trindade. Alegar que o Pai, o Filho e o Espírito Santo são simplesmente três aspectos diferentes de um único Ser Divino Se manifestar, é confundir o conceito bíblico a respeito. Se assim fosse, a quem Jesus Cristo estaria Se dirigindo ao orar ao Pai? Por que então deveriam ser mencionados separadamente os membros da Trindade tanto na fórmula do batismo (Mat. 28:19), como na bênção apostólica (II Cor. 13:13) e em outros textos?

 

A Bíblia não apenas reclama natureza espiritual para os membros da Trindade, como também personalidades distintas entre o Pai, o Filho, e o Espírito Santo. Isto é claro não apenas nas características pessoais atribuídas aos três, como também no fato de o Pai ter enviado o Filho (João 14:24; 20:21) e o Pai e o Filho enviarem o Espírito Santo (João 14:16 e 26; 16:7).

Alguns têm tido dúvidas quanto ao Espírito Santo, imaginando ser Ele apenas um poder despersonalizado proveniente de Deus; porém os ensinos de Cristo não deixam dúvidas a esse

respeito. Ao prometer o Espírito Santo, Ele disse: “Convém-vos que Eu vá, porque se Eu não for, o Consolador não virá para vós outros; se, porém, Eu for, eu vo-lo enviarei” (João 16:7). A palavra “Consolador” é a tradução do termo grego Paracleto, que em São João 14:26 é identificado como sendo o Espírito Santo.

 

De acordo com James Robertson, “do ensino de Jesus, não resta a menor dúvida que o outro Paracleto é uma pessoa. A cada passo, Jesus fala desta maneira: ‘Ele vos ensinará todas as coisas’; ‘Ele Me glorificará’. Personalidade está implicada no título ‘Paracleto’, o qual, em algumas versões, é traduzido impropriamente “Confortador”. A palavra significa ‘um que é chamado para ficar ao nosso lado, especialmente em ocasiões de dificuldade e conflito’. É, portanto, a palavra que designa um advogado, e é assim usada a respeito de Jesus mesmo, em I João 2:1, onde lemos: ‘Nós temos um Paracleto (advogado) com o Pai, Jesus Cristo, o justo.’ “Está implicada também, no ensino de Jesus, que o outro Paracleto é uma pessoa divina. Jesus não poderia dizer que era melhor que Ele fosse, se o Seu substituto fosse menos do que divino. Nem poderia ter dito que ‘ao que disser alguma palavra contra o Filho do homem, isso lhe será perdoado; porém, ao lhe falar contra o Espírito Santo, não lhe será perdoado, nem neste mundo, nem no vindouro’ (Mat. 12:32). Também não poderia ter juntado ‘o Pai, o Filho e o Espírito Santo’, como faz na fórmula do batismo (Mat. 28:19), se todos os três não fossem divinos”.10

Portanto, a doutrina da Trindade não está baseada em especulações e conjeturas humanas, mas na própria Revelação Divina – a Sua Palavra. Porém, uma vez que tenhamos compreendido a distinção que a Bíblia estabelece entre as pessoas da Trindade, deveremos também analisar o relacionamento existente entre o Pai, o Filho e o Espírito Santo.



Escrito por IASD Vale dos Lagos às 09h47
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Referências:

 

1. Herman Bavinck, The Doctrine of God. (Edinburg: The Banner of Truth Trust, 1979), p. 256.

2. Augustus H. Strong, Systematic Theology. (Valley Forge: Judson Press, 1979), p. 318.

3. Derek Kidner, Genêsis – Introdução e Comentário. (São Paulo: Editora Mundo Cristão, 1979), pp. 48 e 49.

4. The Pulpit Commentary. (Gran Rapids: Wm. B. Eerdmans Publ. Co., 1975), vol. 1, The Book of Genesis, p. 29.

5. Louis Berkhof, Systematic Theology. (Edinburg: The Banner of Truth Trust, 1976), p. 86.

6. Kidner. op. cit., p. 32.

7. Jonh Bright, História de Israel. (São Paulo: Edições Paulinas, 1978), p. 190.

8. Berkhof. op. cit., p. 86.

9. Bruce M. Metzger, A Textual Commentary on the Greek New Testament. (London: United Bible Societies, 1975), pp. 715-717.

10. James Robertson, Ensinos de Jesus. (São Paulo: União Cultural Editora Ltda., 1952), pp. 146 e 147.

Fonte:Revista Decisão, agosto de 1985, pp. 22-24.



Escrito por IASD Vale dos Lagos às 09h47
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O ESPÍRITO SANTO NO EVANGELHO DE JOÃO

Pr. Demóstenes Neves da Silva –SALT/IAENE/06/07/2003

 

 

 

 

TEXTO: João 14-16

TEMA:  A PERSONALLIDADE DIVINA DO ESPÍRITO SANTO

PROPÓSITO: ESTIMULAR FÉ NO MINISTÉRIO DO ESPÍRITO SANTO

TESE:  TRÊS ASPECTOS NO EV. DE JOÃO IDENTIFICAM E ENGRANDECEM A OBRA DO ESPÍRITO SANTO

 

INTRODUÇÃO

 

1. Alguns não compreendem a natureza e obra do Espírito Santo.

2. Apresentaremos o Espírito Santo de acordo com o evangelho de João.

3. Serão abordados:

a. Quem é Ele em relação com o Pai e o Filho. É o Pai? É o Filho?

b. Qual Sua natureza. É um anjo? É uma energia impessoal?

c. Qual a Sua obra na Terra. É inferior à de Jesus? É igual? É superior em algum aspecto?

d. O que isso significa para nós hoje.

Quais os três aspectos que identificam e engrandecem a obra do E. Santo?. O primeiro deles é a identificação da pessoa.

I – A PESSOA

            A) Não é Jesus

                        1. “Rogarei ao Pai...” e vos dará outro.

                        2. “...vos dará OUTRO Consolador.” Jo. 14:16

           

            B) Não é o Pai

                        1. “ele [o Pai] VOS DARÁ outro...” Jo. 14:16

                        2. “o Pai ENVIARÁ...” Jo. 14:26

                        3. “enviarei DA PARTE do Pai” Jo. 15:26

                        4. “que DELE [do Pai] PROCEDE...” Jo. 15:26

 

Jesus vai para o Pai, fica com o Pai, e o Espírito Santo vem enviado por ambos, após Jesus chegar no céu. (João 14:26, 15:26; 16:7, 8 e 10)

            B) O Pai não ficou satisfeito em entregar Seu Filho (a segunda pessoa da Divindade) na cruz, Ele enviou a terceira Pessoa, o Espírito Santo para estar conosco para sempre. Jesus estava falando sério ao dizer que não nos deixaria sozinhos, Ele está conosco através de outro Consolador como Ele era Consolador, e o segundo Consolador é o Espírito Santo.

O segundo aspecto que identifica e engrandece a pessoa e obra do E. Santo é a Sua natureza.

II – A NATUREZA

            A) Não é inferior a Cristo

                        1. Outro igual = allos (gr.) Jo. 14:16.

                        2. É chamado de Consolador que substitui Jesus (o outro)

                        3. É onipresente.

                                   a. “HABITA convosco e está EM vós” Jo. 16:18

                                   b. “convence o MUNDO”  Jo. 16:18

                        4. É onisciente

                                   a. Ensina TODAS as coisas e lembra TUDO. Jo. 14:26

                                   b. Sua vinda é para SUBSTITUIR a Cristo.

 

            B) Não é um anjo e nem uma “coisa” ou “energia” impessoal.

                        1. Uma coisa ou anjo não pode ser “outro igual” a Cristo como significa a palavra grega allos. Jo. 14:16.

                        2. Ao ser apresentado à igreja no sermão de Cristo Ele é descrito com pronome pessoal (ekeinos). 14:26; 15:26; 16:8, 13, 14.

                        3. Exerce atividade inteligente que apenas uma pessoa pode fazer.

                                   a. ensina (14:26); convence (16:8); guia (16:13); e dá testemunho (16:26,27)

                                   b. Anuncia o evangelho (evangeliza- gr.)

c. Se fosse uma um mero anjo ou coisa não seria mais “conveniente” para nós que Jesus fosse e Ele (o Espírito Santo) viesse. Jo. 16:7.

            C) Deus não se satisfez de que tivéssemos outro consolador que fosse inferior a Jesus como seria se fosse um anjo criado ou uma energia, Ele enviou outro igual a Jesus, que pudesse nos entender e amar como Jesus fazia quando na Terra.

O terceiro e último aspecto do evangelho que identifica e engrandece a pessoa do Espírito Santo é Sua obra.



Escrito por IASD Vale dos Lagos às 10h18
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III – A OBRA

 

A)    Fica conosco MAIS TEMPO do que Jesus

1.      “para SEMPRE convosco” Jo. 14:16

B)    Faz uma obra MAIS PROFUNDA.

1.      “estará EM vós” dentro da pessoa. Jo. 14:17

C)    Faz uma obra MAIS AMPLA do que Jesus.

1.      “convencerá O MUNDO” Jo. 16:8 (fala, ouve, anuncia e convence).

D)    COMPLETA e AMPLIA a obra de Jesus.

1.      “ensina TODAS as coisas”

2.      “vos fará LEMBRAR” o que Jesus ensinou. Jo. 14:26 e 16:13

E) CONFIRMA a aceitação de Cristo testemunhando dele.

            1. “dará testemunho de mim” Jo. 17:26

F) Jesus disse ser CONVENIENTE para a igreja que Ele fosse a fim de que o Espírito Santo viesse. Nesse aspecto é uma obra necessária e mais vantajosa para a igreja a obra do Espírito Santo e a ascensão de Jesus.

            1. “convém-vos que eu vá” Jo. 16:7

G) Sua obra teria que ser complementar e maior do que a de Jesus no sentido de que Jesus proveu tudo com a Sua morte, mas é o Espírito Santo que efetua tudo o que Jesus proveu.  Ambos são iguais e é por isso que a obra de ambos se completa e se fundem de tal forma que se torna uma só obra – a obra de amor de Deus por nós.



Escrito por IASD Vale dos Lagos às 10h16
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CONCLUSÃO

            A) Sendo um ser enviado pelo Pai e pelo Senhor Jesus então o Espírito Santo não é nenhum dos dois, mas um ser à parte e que é dito ser o substituto de Jesus, outro igual a Ele e que recebe o seu título de Consolador.

 

                        B) Sua natureza é de um ser pessoal que ensina, guia, lembra, fala, ouve anuncia, convence e atua como testemunha de Jesus anunciando o evangelho, assim, não é uma energia impessoal. Além disso, Ele opera em todo o mundo e em todos os corações crentes ao mesmo tempo, pois “está em vós”; ensina tudo e lembra tudo, substituindo em igualdade a Jesus, portanto é Deus embora não seja nem o Filho e nem o Pai.

 

                        C) Sua obra é mais ampla, mais profundo e fica com a igreja mais tempo do que Jesus. Ele confirma e amplia a obra do Salvador sendo Sua presença mais conveniente, ou seja, mais vantajosa para a igreja. Como poderia um anjo ou uma energia ser mais vantajosa e substituir a Jesus em pé de igualdade?

 

O Espírito Santo é a terceira Pessoa de uma só Divindade e demonstra o grande amor de Deus por nós, não a rebaixemos ao rebaixar a natureza e obra do Espírito Santo.

 

Ele, o outro Consolador estará conosco e em nós até o fim, não devemos desanimar!



Escrito por IASD Vale dos Lagos às 10h12
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A Divindade e a Personalidade do Espírito Santo

 

 

Por Ozeas Caldas Moura

 

 

 

 

O Espírito Santo não é uma criatura subordinada ao Pai e ao Filho

 

 

 

Idéias heréticas sobre a divindade e a personalidade do Espírito Santo já vêm de longe. “Macedônio, bispo de Constantinopla de 341 a 360 d.C., já ensinava que o Espírito Santo era ‘ministro e servo’ no mesmo nível dos anjos. Cria que o Espírito Santo era uma criatura subordinada ao Pai e ao Filho. Isso era uma negação da verdadeira divindade do Espírito Santo”1. Em 381 d.C., o Concílio de Constantinopla condenou essas idéias de Macedônio. No entanto, vê-se hoje que essas velhas heresias sobre a pessoa do Espírito Santo vêm sendo ressuscitadas, seja por mera curiosidade teológica especulativa, seja como meio de atacar a Igreja e suas doutrinas. O certo é que o conselho dado pelo apóstolo João, no I século, continua bastante válido para os nossos dias: “Amados, não deis crédito a qualquer espírito; antes, provai os espíritos se procedem de Deus, porque muitos falsos profetas têm saído pelo mundo fora” (I João4:1).

 

Concordamos que, devido à nossa limitação humana, não nos é possível abarcar tudo o que Deus é. Em relação com a pessoa do Espírito Santo, não é diferente: o que dEle podemos e devemos saber está revelado nas páginas das Escrituras, quer seja lógico ou não à razão humana. Com esse cuidado em mente, analisemos o que nos diz a Palavra de Deus sobre a Terceira Pessoa da Trindade. O que passar disso é mera especulação perigosa, que pode e tem desencaminhado da fé aqueles que se deixam levar “por todo vento de doutrina” (Efés. 4:14).

 

1. O Espírito Santo é Deus, pois tem os mesmos atributos de Deus. Por exemplo: santidade – em muitas passagens das Escrituras o adjetivo “santo” é acrescido ao nome do divino Espírito (Mar. 13:11; Tito 3:5); eternidade – (Heb. 9:14); onisciência – (I Cor. 2:10 e 11); onipotência – (em Lucas 1:35, o Espírito Santo é chamado de “poder do Altíssimo”; confira, ainda, a palavra “poder” ligada ao Espírito em Isa. 11:2; Miq. 3:8; Luc. 4:14 e Atos 1:8); onipresença – (Sal. 139:7-12); Criador – (Gen. 1:2; Jó 33:4; Sal. 104:30 e Eze. 37:14). Uma vez que só Deus tem esses atributos, e o Espírito Santo os tem, então ele é Deus, como Deus Pai e Deus Filho. Por isso Pedro disse a Ananias que mentir ao Espírito Santo é mentir a Deus (Atos 5:3 e 4).

 



Escrito por IASD Vale dos Lagos às 14h36
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2. O Espírito Santo é uma Pessoa. Os que dizem que o Espírito Santo é apenas uma força e não uma pessoa, deveriam atentar para os atributos pessoais com que a Bíblia O apresenta. Ele tem inteligência, pois “perscruta” ou investiga (I Cor. 2:10 e 11) e “ensina” (João 14:26 e I Cor. 2:13); tem vontade, pois distribui os dons “como Lhe apraz” (I Cor. 12:11); tem emoção, pois pode ser “contristado” (Isa. 63:10) ou “entristecido” (Efés. 4:30). Ele fala (II Sam. 23:2 e Atos 13:2); ensina (João 14:26); guia (Rom. 8:14); convence (João 16:8); contende ou age (Gên. 6:3); testifica (Rom. 8:16); separa e envia (Atos 13:2); intercede (Rom. 8:26).2 A palavra grega com a qual Jesus descreve a obra do Espírito Santo, é PARÁKLETOS (João 14:16, 26; 15:26; 16:7; aparece também em I João 2:1), vocábulo cuja tradução é “Ajudador”, “Intercessor”, “Advogado” (na Versão Almeida, o vocábulo é traduzido por “Consolador”).

 

Esses significados de PARÁKLETOS indicam que o Espírito Santo é uma pessoa, pois uma mera força não poderia ser um Ajudador, um Intercessor, um Advogado e um Consolador. Deve-se dizer ainda que o fato de as Escrituras apresentarem o Espírito Santo como uma pessoa divina, não contraria Deuteronômio 6:4: “Ouve, Israel, o Senhor, nosso Deus, é o único Senhor”. A palavra “único”, no original hebraico, é Echad (pronuncia-se “errad”), a qual indica uma “unidade composta”. Em Gên. 1:5, uma tarde e uma manhã é igual a uma echad – dia. Em Gênesis 2:24, um homem e uma mulher, mediante o casamento, são uma (echad) só carne. Se Moisés quisesse dizer que Deus é uma só pessoa, teria empregado Yachid (pronuncia-se “iarrid”), como se pode ver no caso de Isaque, que era filho “único” (Yachid) de Abrão e Sara (Gen. 22:2). O fato de Moisés ter empregado Echad e não Yachid para falar de Deus, indica que Deus é uma “unidade composta”: Pai, Filho e Espírito Santo (Mat. 28:19). Sendo que as três pessoas da Trindade são co-iguais, coeternas, da mesma natureza, da mesma qualidade e com os mesmos propósitos, então é correto dizer que adoramos Um Deus, que Se manifesta ou Se apresenta em três pessoas divinas. Em outras palavras, adoramos o Deus Triúno. Isso pode não parecer lógico à nossa pobre mente humana, limitada, finita e imperfeita, mas é o que Deus revelou acerca de Si mesmo nas páginas das Escrituras. Caberia aqui nos lembrar do conselho divino dado em Deuteronômio 29:29: “As coisas encobertas pertencem ao Senhor, nosso Deus, porém as reveladas nos pertencem, a nós e a nossos filhos, para sempre...” Deveríamos também atentar para o que Ellen White escreveu sobre a pessoa do Espírito Santo: “O Consolador que Cristo prometeu enviar depois de ascender ao Céu, é o Espírito em toda a plenitude da Divindade... Há três pessoas vivas pertencentes à Trindade celeste; em nome destes três grandes poderes – o Pai, o Filho e o Espírito Santo – os que recebem a Cristo por fé viva são batizados, e esses poderes cooperarão com os súditos obedientes do Céu em seus esforços para viver a nova vida em Cristo. ...Os eternos dignitários celestes – Deus, Cristo e o Espírito Santo – munindo-os [aos discípulos] de energia sobre-humana, ... avançariam com eles para a obra e convenceriam o mundo do pecado.

 

“Precisamos reconhecer que o Espírito Santo, que é tanto uma pessoa como o próprio Deus, está andando por esses terrenos. O Espírito Santo é uma pessoa, pois dá testemunho com o nosso espírito de que somos filhos de Deus. ...O Espírito Santo tem personalidade, do contrário não poderia testificar ao nosso espírito e com e com nosso espírito que somos filhos de Deus. Deve ser também uma pessoa divina, do contrário não poderia perscrutar os segredos que jazem ocultos na mente de Deus.

 

“O príncipe da potestade do mal só pode ser mantido em sujeição pelo poder de Deus na terceira pessoa da Trindade, o Espírito Santo. Cumpre-nos cooperar com os três poderes mais altos no Céu – o Pai, o Filho e o Espírito Santo – e esses poderes operarão por meio de nós, fazendo-nos coobreiros de Deus.”3

 

Referências:

 

1. CAIRNS, E. E. O Cristianismo Através dos Séculos (São Paulo: Vida Nova, 1992), pág. 109.

 

2. Pedro Apolinário, As Testemunhas de Jeová e sua Interpretação da Bíblia (São Paulo: Gráfica do IAE,

1986), pp. 84 e 85.

 

3. Ellen White, Evangelismo. 2ª. Ed. (Santo André: Casa Publicadora Brasileira, 1978), pp. 615-617.

 

Fonte:

Revista Adventista, novembro de 2002, pp. 16 e 17.

 



Escrito por IASD Vale dos Lagos às 14h33
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A Trindade na Bíblia


Nestes textos “os eternos dignitários Celestes – Deus, Cristo e o Espírito Santo” (Manuscrito, 145, 1901. Citado em Evangelismo, p. 616) aparecem distintos e ladeados um pelo outro realizando funções conjuntas.

 

Antigo Testamento:

1.    Três: (Is 48:16) “agora o Senhor Deus [Deus Pai] Me enviou a  Mim [Deus Filho] e o Seu Espírito [o Espírito Santo]”.

2.    Três: (Is 42:1) “Pus [Deus Pai] sobre Ele [Deus Filho] o Meu Espírito [Espírito Santo], e Ele promulgará o direito para os gentios”.

Novo Testamento:

  1. Três: (Jo 14:16) “E eu rogarei ao Pai e ele vos dará outro [allos] Consolador, a fim de que esteja para sempre convosco.”
  2. Três: “a quem o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de tudo o que vos tenho dito” (v. 26).
  3. Três: At 1:1-4: exercendo funções diferentes: as ações de Jesus (v. 1); a intermediação do Espírito Santo (v. 2) e a promessa do Pai (v. 4).
  4. Três: (At 2:32, 33) Jesus ressuscitado (v. 32) a promessa do Pai e o Espírito Santo derramado (v.33).
  5. Três: (At 2:38-39) O batismo em nome de Jesus (v. 38); o Dom do Espírito Santo (v. 38) e o chamado de Deus.
  6. Três: (At 4:8-10) Pedro cheio do Espírito Santo (v. 8); Jesus crucificado e Deus que o ressuscitou (v. 10)
  7. Três: (4:24-26) Deus, o soberano (v. 24); o Espírito Santo que falou pela boca de Davi  (v. 25) e o Ungido do Senhor (v. 26).
  8. Três: (5:31-32) Deus que exaltou (v. 31); o Salvador (Jesus) e o Espírito Santo que é testemunha juntamente com os apóstolos (v. 32).
  9. Três: (7:55-56) o Espírito Santo enchendo Estevão que vê Deus no Céu e Jesus à sua direita.
  10. Três: (10:46-48) Deus é engrandecido por pessoas que receberam o Espírito Santo e foram batizados em nome de Jesus.
  11. Três: (20:21-23) o arrependimento para com Deus e a fé em Jesus (v. 21) e o Espírito Santo que adverte das provações (v. 23).
  12. Três: (Ef 1:13-17) selados com o Espírito da promessa o qual é penhor até ao resgate de Sua propriedade (v. 13); a fé no Senhor Jesus (v. 15) e Deus, o Pai da Glória (v. 17).
  13. Três: (Tt 3:4-6) a benignidade de Deus (v. 4); o lavar renovador do Espírito Santo (v. 5) e a mediação de Jesus Cristo no verso 6.
  14. Três: (Hb 10:12-15) Jesus que se ofereceu e está à destra de Deus (v. 12) e o Espírito Santo que também disso dá testemunho (v. 15).
  15. Três: (1Co 2:10-12, 16) as coisas de Deus somente podem ser reveladas pelo Espírito. Esse Espírito vem de Deus e só Ele conhece as coisas de Deus, e nós temos a mente de Cristo (v. 16).
  16. Três: (I Jo  5:6-10) “Aquele que veio por meio da água e sangue [Jesus]... e o Espírito {Espiríto Santo] (v.6)... aquele que não dá crédito a Deus [Deus Pai] o faz mentiroso (v.10).

Por isto que os cristãos primitivos aceitaram e creram na triunidade de Deus. Mt 28:19 e II Co 13:13 estão fortemente estabelecidos e a Serva do Senhor acertou quando disse:

“Cumpre-nos cooperar com os três poderes mais altos do céu – o Pai, o Filho e o Espírito Santo – e esse poderes operarão por meio de nós, fazendo-nos coobreiros de Deus.” Special Testimonies, Série B, No. 7, p. 51. Citado em Evangelismo, p. 617.



Escrito por IASD Vale dos Lagos às 20h26
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Uma pessoa maravilhosa

Chamada Espírito Santo

 

José Carlos Ramos, D.Min.

Professor de Daniel e Apocalipse no Salt, Unasp, Campus Engenheiro Coelho, SP

 

 

Resumo: O Espírito Santo é revelado nas Escrituras como uma Pessoa divina semelhante ao Pai e ao Filho e, ao mesmo tempo, distinta de ambos. Mas grupos dissidentes do adventismo insistem que o Espírito Santo não passa de mera energia despesonalizada proveniente de Deus. Em resposta a essa teoria, o presente artigo provê um estudo bíblico-exegético sobre a natureza da terceira Pessoa da Divindade. O autor também procura restaurar o sentido original de algumas citações dos escritos de Ellen G. White distorcidas pelos antitrinitarianos.

 

Abstract: The Holy Spirit is revealed in the Scriptures as a divine Person like the Father and the Son but, at the same time, distinct to both. However, Adventist offshut groups insist that the Holy Spirit is only a mere despersonalized energy from God. In response to this theory, the present article provides a biblical-exegetical study on the third Person of the Godhead. The author also tries to restaure the original meaning of some quotations from the writings of Ellen G. White that have being distorted by anti-Trinitarians.

 

Introdução

Dos membros da Trindade, o terceiro é Aquele de Quem há menos informações objetivas, precisas, que definam o seu próprio Ser. O Filho Se tornou um de nós. Sua manifestação foi visível, material, em nosso nível. O Pai foi por Ele revelado. Mas o Espírito permanece um tanto imperceptível, à parte, despretensioso, operando sem autoprojeção, não Se impondo, não falando “de Si mesmo” (Jo 16:13). E no próprio ato do desprendimento, Ele cumpre a divina obra que O faz conhecido. É parte de Sua glória exaltar e glorificar o Filho e, através do Filho, o Pai, fazendo com que a revelação de ambos se efetive na consciência humana. Que exemplo de abnegação! No quarto Evangelho, o Espírito executa pelo menos sete atividades, todas em exaltação a Jesus:

(1) Ensinar, e

(2) Fazer lembrar tudo o que Jesus disse – João 14:26

(3) Dar testemunho de Jesus – João 15:26

(4) Convencer do pecado, porque o mundo não crê em Jesus; da justiça, porque Ele foi para o Pai; e do juízo, porque Satanás foi julgado e derrotado – João 16:8

(5) Guiar a toda a verdade, e Jesus é a verdade (14:6) – João 16:13

(6) Declarar ou anunciar o que Jesus, da parte do Pai, Lhe entrega – João 16:13, 14, 15

(7) Glorificar a Jesus – João 16:14

O Apocalipse refere-se a Ele como os sete Espíritos de Deus (Ap 1:4, 5; 4:5). Sete é o número da plenitude. O Espírito alcança a plenitude nesta atividade cristocêntrica sétupla.

Isso é tão fundamental para o plano da redenção, que, sem o operar do Espírito, seria como se Jesus nunca tivesse encarnado e Deus nunca tivesse Se manifestado. Ele habilita o homem a entender a salvação e responder positivamente a ela. Sem Ele, a Igreja não poderia cumprir Sua missão e estaríamos fadados a permanecer neste mundo indefinidamente.

 

Objeto de especulação

 

Talvez o fato de existir pouca informação sobre o Espírito Santo faça com que uma conceituação sobre Ele se torne mais susceptível de especulação. Nos dias de Ellen G. White havia aqueles que afirmavam que o Espírito era uma “luz derramada” e “uma chuva caída”. Ela considerou essas idéias como de cunho espiritualista, ou espiritista, e as condenou por rebaixarem a Deus.1

Igualmente afrontoso é tomá-Lo por criatura. Há os que acreditam que Ele e Gabriel se equivalem. A inspiração nega isso fazendo clara distinção entre ambos no registro das palavras deste anjo a Maria: “Descerá sobre ti o Espírito Santo...” (Lc 1:35). Gabriel não poderia estar falando de si mesmo. E Ellen G. White assegura que o seguidor de Jesus pode sentir-se confiante e seguro no conflito “contra as hostes espirituais da maldade”, porque “mais que anjos estão nas fileiras. O Espírito Santo, o representante do Capitão do exército do Senhor, desce para dirigir a batalha.”2 Rebaixar o Espírito Santo à categoria de anjo é, na realidade, minimizar a Deus, algo muito a gosto de Satanás.

Outra forma especulativa no tratamento de tão sublime tema é despojar o Espírito de Sua personalidade. Entre os que negam a Trindade, é comum a afirmação de que Ele é apenas uma influência ou energia – o poder de Deus. Esta idéia é tão antiga quanto o século terceiro, quando Paulo de Samosata, monarquista/adocionista e bispo de Antioquia entre 260 e 272, a difundiu. No tempo da Reforma, Lélio Socino e seu sobrinho Fausto, ambos antitrinitaristas, propagaram a teoria.

Não há como negar que este conceito rebaixa o valor do Espírito Santo para a Igreja. L. E. Froom a isto se refere quando afirma que negar a personalidade do Espírito não é mera questão técnica, acadêmica ou simplesmente teórica. É de suprema importância e do mais elevado valor prático. Se Ele é uma Pessoa divina e O consideramos como influência impessoal, estamos roubando desta Pessoa divina a deferência, honra e amor que Lhe são devidos. E mais: Se o Espírito é mera influência ou poder, podemos então procurar apropriar-nos dEle e usá-Lo.3

Continua Froom: Não, o Espírito Santo não é uma tênue, nebulosa influência imanente do Pai. Não é algo impessoal, vagamente reconhecido, apenas um invisível princípio de vida... Jesus foi a personalidade mais influente e marcante neste velho mundo, e o Espírito Santo foi designado para preencher Sua vaga. Nada a não ser uma Pessoa poderia substituir Aquela maravilhosa Pessoa. Nenhuma simples influência seria suficiente.”4

Para substituir uma Pessoa maravilhosa só outra Pessoa maravilhosa.



Escrito por IASD Vale dos Lagos às 22h07
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Espírito de Deus, Espírito de Cristo, e o gênero neutro de Pneuma

 

Dissidentes se valem do fato de a Bíblia identificar o Espírito Santo como Espírito de Deus ou de Cristo (1Jo 4:2; 1Co 3:16; Gl 4:6; 1Pe 1:11, entre outros textos), para afirmar que o Espírito Santo é algo inerente a Deus, tal como a Sua energia, virtude, fôlego, glória, etc., e que, portanto, ao ser enviado, “parte de dentro (do interior) do Pai”.5

Ricardo Nicotra e Jairo de Carvalho, como exemplos, presumem que o verbo ekporeúomai, empregado em João 15:26 (um dos textos que registram a promessa do envio do Espírito), e vertido como “proceder” na Almeida Revista e Atualizada, significa originalmente sair, ou partir, ou vir de dentro de, do interior de.6 Não se sabe de onde eles copiaram esta idéia, mas o que temos aqui é uma dedução apressada e temerária. Quando tão somente ekporeúomai é registrado, não é feita referência ao ponto de partida do movimento que ele expressa; nesse aspecto, o verbo significa simplesmente sair, partir, encaminhar-se, conduzir-se, proceder, etc. (no sentido de ida e de vinda), tal como aparece em algumas passagens, como Lucas 3:7, que fala de multidões que “saíam para serem batizadas” (saíam de onde?), ou Atos 9:28, informando que, estando Paulo em Jerusalám, entrava e saía com toda a liberdade (entrava e saía sem sair de Jerusalém, isto é, ele se movimentava livremente na cidade).

Às vezes, o sentido de procedência de ekporeúomai está implícito, mas normalmente ele é dependente da preposição que rege o ponto de origem explícito na frase. Por esta razão, é totalmente supérfluo se valer de outros textos em que este verbo é empregado aparentemente com o significado aludido pelos dissidentes, se, nesses textos, a preposição é distintamente outra. Três exemplos alegados por Nicotra, com as referidas preposições aqui italizadas, são como seguem:

(1) “Nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que procede da boca de Deus” (Mt 4:4);

(2) “O que sai do homem, isso é o que o contamina” (Mc 7:20); e

(3) “Então vi sair da boca do dragão, da boca da besta...” (Ap 16:13).7

O original de (3) não consigna verbo algum, e é levado em conta apenas na pretensão do dissidente, razão porque desconsideramos esse exemplo. Observamos, então, que em (1), a preposição é diá cujo sentido principal é através de; qualquer palavra, normalmente, é emitida através da boca, daí procedendo. Alegar que antes que uma palavra seja dita ela se formulou na mente, o que pode até ser um fato,8 e que, portanto, significa “sair de dentro”, é impor ao verbo um sentido que ele, por si só, não reúne. É a preposição que se liga ao ponto de onde parte o movimento que poderá dar esse significado.9

Por exemplo, em (2), a preposição é ek, “de, desde”, e pode implicar o sentido “de dentro de”, como o emprego de ésôten, “de dentro”, em Marcos 7:21 e 23 demonstra. Dizemos que pode, porque nem sempre é isto o que ocorre, ainda que seja empregada a preposição ek. Exemplos: “Do trono [ek tou thrónou] saem relâmpagos, vozes trovões...” (Ap 4:5), e “rio da água da vida... que sai do trono [ek tou thrónou] de Deus” (22:1) não significam necessariamente que os relâmpagos, vozes, trovões e o rio saem de dentro do trono.

Ademais, se o sentido original de ekporeúomai fosse mesmo “vir de dentro”, como querem os dissidentes, seria uma desnecessária redundância Marcos 7:21 e 23 registrar ésôthen ekporeúetai, “procedem de dentro”; seria o mesmo que dizer em português: sair para fora, entrar para dentro, subir para cima e descer para baixo.

 

Assim, a preposição é importante para se estabelecer o ponto de origem do movimento expressado por ekporeúomai. Em João 15:26, a preposição é pará, também “de, desde”, mas com a acepção de posição, colocação, etc. (cf. à nossa palavra paralelo). Segundo Robertson, uma das maiores autoridades no estudo do koiné, o grego popular do Novo Testamento, pará significa “ao lado de”, “junto com”.10 Em outras palavras, o Espírito Santo procede de onde o Pai está, não do íntimo dEle.

Assim, o verbo ekporeúomai, para ter o significado requerido por Nicotra e Carvalho na aplicação que fazem ao Espírito Santo, teria que, no mínimo, estar ligado à preposição ek, ou, então, apó, como na construção “saía de Jericó” em Marcos 10:46. E este não é o caso em João 15:26.

Portanto, a fórmula “Espírito de Deus”, ou “de Cristo”, indica procedência e não inerência, e implica que a obra do Espírito Santo é executada em subordinação ao Pai e ao Filho. Parte desta obra é a representação vicária de Ambos neste mundo. De fato, Jesus prometeu aos discípulos que, juntamente com o Pai, retornaria para eles na pessoa do Espírito Santo (Jo 14:16-18, 23).

Outro expediente utilizado pelos que rejeitam a personalidade do Espírito Santo é o gênero neutro do grego pneuma, espírito. “A Bíblia não empregaria uma palavra neutra para identificar uma personalidade,” dizem. Contra esta hipótese se verifica que o termo é usado em referência a entidades reconhecidamente pessoais. “São todos eles espíritos ministradores...”, afirma o escritor sagrado acerca dos anjos (Hb 1:14).

 



Escrito por IASD Vale dos Lagos às 22h00
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Especulação na ordem do dia

 

Condenando as especulações, o Espírito de Profecia adverte: “A natureza do Espírito Santo é um mistério. Os homens não a podem explicar, porque o Senhor não revelou. Com fantasiosos pontos de vista, pode-se reunir passagens das Escrituras e dar-lhes um significado humano; mas a aceitação desses pontos de vista não fortalecerá a Igreja. Com relação a tais mistérios – demasiado profundos para o entendimento humano – o silêncio é ouro.”11

 

Quanto a esse assunto (natureza do Espírito Santo), está na ordem do dia o que Ellen White classifica de “fantasiosos pontos de vista”. Dissidentes oportunistas e aventureiros, com “comichões nos ouvidos” (2Tm 4:3), imaginam ser crime de apostasia a aceitação da divindade do Espírito Santo, e, inescrupulosamente, intentam arrancar das páginas sagradas alguma noção que lhes satisfaça as divagações; com isto, acabam preterindo o criterioso ensino bíblico e do Espírito de Profecia sobre tão sublime tema, por arrazoados fantasistas e inconseqüentes que, no mínimo, denigrem o caráter sacratíssimo deste Ser. E isso, sim, é crime. E o que é pior: julgam-se os portadores da verdade, enquanto o povo de Deus, em sua totalidade, está errado.

Não obstante, o que acontecia no tempo de Ellen G. White, e que mereceu sua veemente censura, está literalmente ocorrendo hoje, pois tal como a serva do Senhor denunciou, os atuais dissidentes igualmente reúnem um punhado de “passagens bíblicas”, arbitrariamente catadas aqui e ali e, sem o mínimo respeito às mais elementares regras hermenêuticas, colocam-nas numa cadeia temática ilegítima que as obriga a afirmar aquilo que eles pretendem. O resultado é uma interpretação barata, superficial, abusiva, tendenciosa, sem o necessário respaldo de pesquisa séria e responsável, o que, inevitavelmente, conduz a conclusões confusas e contraditórias; ora o Espírito é definido em termos de pessoalidade, ora em termos de abstração.

Para se confirmar esse fato, basta uma olhadela em publicações produzidas por separatistas. Algumas colocações aí feitas quanto ao Espírito Santo são de estarrecer mesmo o leitor casual. “Entre outras, cada qual mais descomunalmente absurdas,”12 são feitas as seguintes declarações:

O Espírito Santo...

(1) ...é o sopro, o fôlego de Deus,13 no sentido de que da mesma forma que o homem tem fôlego (isto é, espírito) Deus também tem fôlego (isto é, espírito).14 Em outras palavras, a teoria transforma uma simples analogia empregada por Paulo (ver 1Co 2:11) numa realidade substancial que toma o homem por modelo. Mas se isto é o que Espírito de Deus significa, é inevitável a idéia de que o antropomorfismo divino, longe de ser um engano,15 é um conceito correto: o homem é a padronização de Deus – como é com ele, assim é com Deus!!! Mas vejamos: não importando se o homem tem fôlego porque respira ou respira porque tem fôlego, uma questão aqui pertinente é: Deus respira? (bem, esse seria o caso se Ele tivesse fôlego como o homem). Tem Ele um sistema respiratório que inclui, por exemplo, pulmões? Há no céu uma camada atmosférica para suprir a respiração dos que ali habitam?

(2) ...é o próprio Senhor,16 no sentido de que o Espírito Santo equivale ou a Cristo, ou ao Pai, ou a ambos. Este raciocínio descamba para uma variação de outra heresia; seria um sabelianismo17 dicotômico.

(3) ...é isto.18 O dissidente Jairo Carvalho afirma que é “um total desprezo chamar mesmo um ser humano de ‘isto’”, quanto mais Deus, o que para ele é “uma prova de que o Espírito Santo não pode ser um Deus”,19 já que, como ele supõe, Atos 2:33 O identifica como “isto”. Mas nesse caso, não importando o que ou quem Ele seja, o Espírito Santo é, segundo esse raciocínio, inferior ao próprio homem, pois “isto”, que não é cabível a este, é próprio para o Espírito Santo.

Pena que o Sr. Carvalho não tenha percebido que o demonstrativo neutro não se aplica à pessoa do Espírito Santo propriamente, mas ao efeito poderoso da Sua operação, o milagre que todos testemunharam! O texto diz: “Exaltado, pois, à destra de Deus, tendo recebido do Pai a promessa do Espírito Santo, derramou isto que vedes e ouvis.” Por um lado, “Espírito Santo”, o assunto da promessa, e “isto”, o que foi derramado, não se correspondem necessariamente; por outro lado, segundo o discurso de Pedro à multidão atônita, o “isto” foi referido como aquilo que “vedes e ouvis”. O que eles viam e ouviam? Era o Espírito Santo ou era a Sua operação? Bem, ali estava um grupo de iletrados galileus falando, nos vários idiomas representados, as grandezas de Deus (vs. 6-8, 11 e 12), e isto eles estavam muito bem vendo e ouvindo; em outras palavras, eles testemunhavam o poder do Espírito em exercício, e era exatamente o poder do Espírito, e não Sua pessoa, que fora derramado.

Com efeito, Atos não afirma que Deus derramou o Seu Espírito, mas do Seu Espírito (ver 2:17). Em 10:45, é o “dom do Espírito” que “foi derramado.” À luz de 1 Coríntios 12, o Espírito Santo é tanto dom como doador. Derramar significa conceder generosamente, e refere-se fundamentalmente aos recursos do Espírito. Dias antes, Jesus havia prometido isso aos discípulos; receberiam poder ao descer sobre eles o Espírito (At 1:8). É a Pessoa quem desce; é o poder que é “derramado”. O que aconteceu com a igreja primitiva foi a repetição do que já acontecera com Jesus (10:38). Neste texto, o Espírito é distinto de poder, e vice-versa. De fato, ao ser

batizado, o Espírito Santo desceu sobre Jesus em forma de pomba (Mt 3:16), e o resultado foi um poderoso ministério. O senso de derramamento transparece no relato de Marcos, que afirma que “os céus rasgaram-se” (1:10), enquanto o de pessoalidade é notado em Lucas, ao afirmar que o Espírito veio em “forma corpórea” (3:22).

Houve, portanto, uma compreensão equivocada de Atos 2:33 por parte do Sr. Carvalho. O demonstrativo isto se refere antes à conseqüência da manifestação do Espírito, que à Sua pessoa.

(4) ...é a mente de Deus.20 Mas a Bíblia diz que o próprio Espírito tem mente (Rm 8:27); seria correto falar em mente da mente?

(5) ...é o dedo de Deus.21 Nesse caso, o Espírito Santo seria uma pequena parte d[o corpo d]e Deus. E aí pergunta-se: “Deus tem corpo?”

(6) ...é qualquer anjo fiel22 com especial menção primeiramente a Lúcifer,23 então a Gabriel, quando aquele que se tornou Satanás foi expulso do céu.24 Na verdade, o autor confundiu a verdade afirmando que Gabriel é um Espírito Santo, mas não o Espírito Santo, o qual é a glória de Deus.25 Mas quantos Espíritos Santos existem? A Bíblia diz que é apenas um (Ef 4:4). Para Carvalho, entretanto, qualquer anjo fiel pode ser um Espírito Santo; Gabriel é a terceira pessoa da Divindade (que ele insiste em dizer que é “a partir da Divindade”),26 e deve ser distinguida do Espírito Santo. Mas a inspiração afirma que ambos, a terceira pessoa e o Espírito Santo, são o mesmo ser: “O príncipe da potestade do mal só pode ser mantido em sujeição pelo poder de Deus na terceira pessoa da Divindade,27 o Espírito Santo.”28

(7) ...é a glória de Deus.29 Aqui o dissidente se aproximou consideravelmente de uma das abstrações espíritas condenadas por Ellen G. White; havia em seu tempo aqueles que diziam que o Espírito Santo era uma “luz derramada”.30 Mas o mais deplorável é consignado ao final das colocações de Carvalho: como o Espírito Santo é meramente a glória divina, então mesmo o “pior inimigo de Deus”, Satanás, tem o Espírito Santo, pois ele “ainda possui um pouco da glória que recebeu de Deus.”31 Simplesmente estarrecedor!

É espantoso como determinados elementos, como fruto de seus devaneios, chegam ao extremo de nescidades como esta; isto é sacrilégio de elevada ordem, diante da qual as palavras de Jesus soam oportunas: “...a blasfêmia contra o Espírito não será perdoada. ... Se alguém falar contra o Espírito Santo, não lhe será isso perdoado, nem neste mundo nem no porvir... visto que é réu de pecado eterno”(Mt 12:31, 32; Mc 3:29). Dizer que o Espírito Santo é a glória de Deus, que o próprio diabo ainda retém e emprega em sua obra de engano, como o Sr. Carvalho afirma, é, na realidade, dizer que o Espírito Santo é um instrumento nas mãos do diabo para a operação do mal e serviço do pecado!!! Na esperança de, quem sabe, despertar um pouco a consciência do dissidente, pergunto: “O Espírito Santo continua ainda glorificando a Cristo, como João 16:14 afirma que é uma de Suas tarefas, quando Ele é usado pelo diabo em sua obra satânica?”



Escrito por IASD Vale dos Lagos às 21h59
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